sábado, 10 de outubro de 2009

Puerto Maldonado a Quincemil

                                                          
                                                  Segunda-feira, 05 de outubro de 2009


      Hoje começo parabenizando a algumas amigas pelo aniversário. Samanta - Cristiana ( BH )  e Elma. Muitos beijos pra vocês! Muitas felicidades, saúde e paz!
      Bem, saímos de Puerto às 9:25 ( ah, aqui são 2 horas atrasadas em relação à Brasília ) para Marcapata. Neste trecho da estrada tem vários pontos ainda em construção. Por várias vezes  alternamos asfalto e rípio.
      Paramos em Mazuco para fazer compras na feira e fazer nosso almoço. Daqui em diante o visual começou a mudar.
      O trânsito ficou pesado por causa dos caminhões da empresa responsável pelo asfalto, que por sinal, dirigem como loucos. Velozes e irresponsáveis.
      Próximo à Quincemil, tivemos que ficar parados por 1 hora e meia na "tranquera". Determinado ponto onde a estrada é muito sinuosa ou estreita, eles fecham por um certo período para as máquinas trabalharem, depois abrem para os veículos. Passamos às 17:30. Precisamos então mudar nossos planos e dormir em Quincemil, aos pés da Cordilheira, pois já estava anoitecendo.
      Estávamos a 70 km de Marcapata, mas sabíamos que não faríamos esse percurso em menos de 3 horas. Era mais prudente que ficássemos ali.
      Quincemil é um pequeno povoado, com uma rua de 1 km de extensão e...acabou a cidade! Dormimos, com permissão do dono, em frente a um Hostel. Bem no meio da rua. Foi super tranquilo. Aliás, o Peru é um país muito tranquilo e acolhedor.
     
Detalhes:
   - Nem experimentem a "INKACOLA", gente, é horrível!
   - De Puerto Maldonado a Quincemil são 236 km e fizemos em 9 horas. A estrada não está totalmente no asfalto, mas está muito boa.





Rio Iñabari ( não é Iñapari como a 1ª cidade! )




O mesmo rio mais adiante




Uma das inúmeras lindas pontes que fomos enxcontrando pelo caminho



Hora das compras! Produtos exóticos e deliciosos.



Hora da higienização!





Mazuco


                                               


Um pueblo logo após Mazuco



Nesta placa está dizendo: Zona Urbana, e depois da curva acabou a zona urbana!



Observem o desenho da curva na placa



Mais uma ponte, próxima a Quincemil. Veículos pesados passam sob sua responsabilidade




Isso é só o começo




Nós passávamos aqui a 5km/h e as caçambas carregadas a 20 km/h




Já chegando a Quincemil. Chuvendo e anoitecendo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Assis Brasil ( Brasil ) a Puerto Maldonado ( Peru )

                 Hoje são 09 de Outubro, estamos em Cuzco. Pedimos desculpas aos que estão nos acompanhando, mas realmente não conseguimos postar antes. Ora por falta de sinal, ora porque não conseguimos obter conexão mesmo com sinal cheio. mas apartir de hoje, tentarei ao máximo atualizar nossa aventura.
                 Então vamos lá. Voltaremos um pouco!



                                                 Domingo, 04 de Outubro de 2009



      Acordamos um pouco tarde hoje, às 08:30 ( também somos filhos de Deus! ) . Havíamos planejado estar na Polícia Federal às 08:30 em ponto, mas passamos a noite ao som de uma serenata feita pelos vizinhos a noite toda, aí realmente não conseguimos dormir.
      Estávamos "hospedados" no estacionamento da Pousada Ecológica  Paraguaçú, do Eduardo, um lugar tão lindo quanto o que ficamos em Brasiléia, e é o mesmo projeto do governo.
      Passamos pela PF à 09:40, foi tudo rápido e tranquilo e o atendimento não poderia ter sido melhor. Saimos dali e fomos "cambiar" R$  ( Real )  por S/. ( Soles - moeda peruana ). Antes, claro, paramos em uma lojinha de material de construção para comprar uma tampinha do reservatório de água que perdemos ontem.
      Atravessamos a ponte! E seja o que Deus quiser!!!
     
      Iñapari - Peru, está logo ali, do outro lado.
      Ficamos parados bem na saída da ponte, porque chegamos no momento em que eles cantavam o Hino Nacional e hastevam sua bandeira.
      Nos encaminhamos para a aduana, passamos pela imigraçao,  só nos pediram o passaporte, nenhuma pergunta além de "quantos dias ficarão?, dissemos 30 e ela nos deu 60. Ótimo! Dali fomos à Polícia Aduaneira, pensávamos que revistariam todo o Cruzador, que nada! Nem entraram! Fizemos a "internação do carro", isso é muito importante. Rolou até um bate-papo descontraído. E por último, na Polícia "caminera" para verificar ( n0vamente ) os documentos dos veículos ( carro e moto ). Uma repetição da primeira.
      Peru!
      Entramos verdadeiramente no Peru!
      Com 20.822 km . Rodamos no Brasil para chegar até aqui, 5.311 km.
      Seguimos estrada adentro com destino à Puerto Maldonado. Floresta Amazônica, tudo igual ao último percursso que fizemos. Nada novo, mas igualmente bonito! Observamos em todas as vilas que passamos, que há uma praça e um mastro para todos dias hastearem a bandeira e cantarem o Hino Nacional. Interessante!
      Chegamos em Puerto Maldonado às 16:30, atravessamos o Rio Madre de Dios em uma balsa, onde, inesperadamente e sem permissão, recebi um beijo  peruano,  do ajudante do balseiro que disse à Jeronymo que gosta das "branquelas". Tudo bem, Jeronymo disse que da próxima vez que isso acontecer, beijará o sujeito também e dirá que é um costume no Brasil.
      Estacionamos o Cruzador no "Grifo San Luis I" ( grifo é posto de combustível aqui no Peru ) da Petroperu, que equivale à nossa Petrobrás. Bem no centro da cidade. Fomos levados alí por um rapaz simpático que nos guiou, o César.
      Depois de todas as organizações rotineiras, fomos jantar. O lugar me lembrou o Bar do Aurelino ( quem mora em Eunápolis sabe de onde estou falando ). É um bar popular, mas que realmente tem seu lugar! E a comida, engraçadíssima! Comemos Pataraska com Tambaqui - Pataraska é a banana da terra verde assada na brasa, amassada num pilão de madeira com banha de porco, sal e torresmo. E o tambaqui assado na folha de bananeira. ´Não tem sabor igual. É maravilhoso! E melhor ainda o gingado do mestre cuca ao fazer o prato, ali no meio de todos, praticamente na calçada do restaurante, em meio ao trânsito maluco da cidade e da poeira que os carros vão levantando ao passarem. Nota dez!!!
      

Detalhes:
    -  De Inãpari a Puerto Maldonado são 223 km, de asfalto bom e visual repetitivo.
    -  Descobrimos que aqui, só o piloto da moto pode usar capacete, o carona não. É proibido! Mas tem uma lei em tramitação para mudar isso. O carona também deverá usar.
    -  Preço da travessia da balsa para Puerto Maldonado ( para caminhões pequenos ) = S/. 20,00 e mais S/ 1,50 na saída do outro lado.





                                          Vista da Pousada: Floresta Amazônica no Peru
   


Pousada Ecológica Paraguaçú   


                      
Vista dos Chalés




Este é o Eduardo ( dono da pousada ) com  o Jeronymo





Para mostrar que estamos indo!




Vejam o tamanho da castanheira em relação ao Cruzador! Chegam a medir 50 metros.




Chegando na aduana no Peru




Para se por acaso fôssemos fugitivos...já teriam como nos seguir!




Uma casinha comum por aqui!


                    
Placa que veríamos em vários pontos da estrada




Nosso 1º almoço no Peru foi aqui. Muito seguros, bem ao lado da Policía caminera.




Ainda estamos na Amazônia. Fazer o quê?





Rípio. Mas nada alarmante, a estrada está boa.




Pelos pneus podem ver o que nos espera. O carro é lindo !




Aqui ganhei um beijo peruano. acho que foi influência do nome da balsa: Vanessa!




Travessia do Rio Madre de Dios




Estes são os Motorcar. Uma febre na região de Madre de Dios




Ele está fazendo a Pataraska




Este foi o posto que dormimos, bem atrás deste caminhão




O trânsito num dia normal em P. Maldonado




Adoramos este micro. Ele faz passeios de aventura pela floresta amazônica




Máquinas trabalhando na estrada logo após a cidade



                                          





     

sábado, 3 de outubro de 2009

Brasiléia a Assis Brasil

                                                Sábado, 03 de Outubro de 2009


      Acordamos às....08:30. É sério! Aliás, o Jeronymo acordou a essa hora, eu acordei às 06:30 para colocar o blog em dia. Além de termos falta de sinal Claro em vários lugares, em outros chegávamos tarde e muito cansados e sinceramente não tínhamos ânimo para postá-lo.
      Tomamos café da manhã na Pousada com o Edimar e a Marilene, pessoas muito simpáticas e atenciosas.
      Bem a pousada, acreditem, é uma obra do governo do Acre, ele tem várias pousadas pelo Estado, faz licitação para escolher o administrador, isso para incentivar o turismo. E essa, a Vila Brasília é a "menina dos olhos do governo", pois é a melhor administrada e está muito bem preservada. Fica num lugar lindo, perto de uma mata e conta ainda com a simpatia dos donos.
      Hoje iremos para Assis Brasil, fronteira com o Peru, provavelmente dormiremos ali e amanhã atravessaremos a fronteira.
      Estamos escrevendo o blog agora, às 10:30, pois sairemos de Brasiléia e nos informaram que em Assis Brasil não tem cobertura Claro, então até mais queridos amigos, assim que der, voltaremso a contar nossa aventura por esse mundão de Deus maravilhoso!!!
     Até aqui o hodômetro está marcando 20691 km, daqui até Assis são 110 km, então chegaremos lá com 20901 km. No total, já percorremos 5.390 km no Brasil.!


      Vejam algumas fotos da Pousada  (telefone - 68- 9238-7871 )




 Café da manhã com o casal Edimar e Marilene              





                O mapa detalhado da área  da pousada                                                





Área do café da manhã com a capelinha de Santo Antônio à frente                     
                                     




Área para curtir a mata verde





Chalés. Lindos!!!                                                       

                                    


Rio Branco a Brasiléia

                                            Sexta-feira, 02 de Outubro de 2009


      Tomamos o café da manhã com o Maurício no hotel , nos despedimos dele e fomos fazer os deveres de bons Cruzadores que somos ( abastecer de água e diesel  ) e de bons cidadãos que também somos ( pagar contas no banco! ).  E no meio do caminho entre o posto e o banco, numa linda praça de Rio Branco, bem em frente à Assembléia Legislativa, rolava o maior forró, daqueles com cara de São João de Caruaru, com sanfona e triângulo, num ritmo só! E uma quantidade razoável de pessoas ao redor, ouvindo e dançando o forró. E o que era : uma reinvidicação de qualquer coisa lá! Vejam bem, o Nordeste está mesmo em todos os lugares. E olhem que o acreano tem o hábito de se referir ao Brasil como outro país. Eles dizem: "lá no Brasil...". É verdade, achamos interessante. Não é de forma pejorativa, mas um costume.
      Acabamos saindo da cidade às 11:50, depois de termos almoçado no mesmo restaurante de ontem. O sol estava escaldante, como sempre. Fazia 38°. Ui!
      A rodovia que liga Rio Branco a Brasiléia é um espetáculo, com fazendas prontas maravilhosas. A maioria de capixabas, tem até uma cidade ( pequenina e bonitinha ) com o nome de "Capixaba". Uma bonita homenagem a eles!
      As castanheiras são um capítulo à parte. São altíssimas, lindas e estão por toda parte, fazendo a sombra para o gado. Chegam a medir 50 metros de altura. E percebe-se que a preservação é levada à sério, inclusive quanto à floresta. Pode-se abrir apenas 20% da terra, os outros 80% são área de preservação.
      Passamos pela entrada de Xapuri, tivemos muita vontade de entrar mas o tempo estava curto, pois queríamos ainda ir à Cobija, uma cidade boliviana que faz fronteira com Brasiléia. Xapuri é a terra do Chico Mendes, lembram do seriado Amazônia? Ciclo da Borracha?, etc...
      Chegamos em Brasiléia às 16:30 e fomos direto à Cobija......., primeiro passamos pela aduana boliviana e quiseram entrar na casa, ok!, depois entramos! Meu Deus!, que medo que dá ver aqueles incontáveis policiais por toda parte. O exército é que toma conta dos postos combustível e a policia fica nos sinais de trânsito mandando ir ou vir, mesmo com os sinais funcionando! É assustador, naõ gostamos do que vimos, demos meia volta e voltamos. E ao chegar na aduana brasileira, para surpresa nossa, nos perguntaram por onde havíamos passado, pois ninguém havia nos visto entrar, e como o Cruzador é um caminhão ( detesto que chamem ele assim! ), não teríamos permissão para entrar na Bolívia, só pode até camioneta, caminhão  precisa ter uma autorização especial. Mas deu tudo certo!
      Fomos procurar  a Pousada Vila Brasília indicada pelo Maurício.
      Encontramos ali mais uma recepção incrível, como em toda a nossa viagem!
      O casal Edimar e Marilene, nos recebeu com grande carinho, e a Pousada é um espetáculo em meio a essa cidade um pouco sem graça. Mas com grande calor humano!
      Jantamos no restaurante do hotel. Atendimento 10 - comida 10 ! E ainda eles estavam atendendo um grupo grande de uma empresa que todos os anos confraterniza ali com seus funcionários!
     

     Vou contar uma coisa:
     Perdemos todas as fotos de hoje. Não sei o que está acontecendo com nossa máquina....o comigo na hora de baixá-las para o notebok.

Rio Branco - AC

                                                        Quinta-feira, 01 de Outubro de 2009


      Ginástica! Oba!
      O dia amanheceu lindo! Ensolarado! Fresco!
      Acordamos mais cedo hoje, às 05:00, para fazermos nosso exercício. Tomamos café, organizamos o Cruzador e íamos zarpar....o Cruzador não quis ligar! Mexe daqui, futuca dali....é o rastreador. Ligamos para a central e fomos informados de que bloquearam nosso veículo porque nos encontrávamos próximo a uma área de risco: Bolívia. Enfim, resolvemos e saímos às 08:50.
      O caminho para o Acre é super bonito ( aliás, como tudo aqui ), e engraçado também. A começar pelos nomes que os moradores dão aos seus comércios.

      Vejam uma estória:
      Um casal de mineiros que adoram viajar com sua Land, estavam em Extrema, quando conheceram um outro viajante. Um perguntou pro outro:
       - Oncêtá ?
       - o outro respondeu:
       - "Tô Aqui" e ocê?
       - "Sou Daqui".
       ( * vejam a moral da história nas fotografias.)
        rsrsrsrs...

      Chegamos em Rio Branco às 11:30 , com 20415 km.
      Fomos direto consertar a rampa que fizemos lá em Divisa Alegre - MG. Depois procuramos um lugar pra almoçar e fomos comprar algumas peças e parafusetas extras para levarmos , caso seja necessário, já as teremos.
      Saimos à procura do Hotel Imperador Galvez, para encontrarmos nosso ( até então desconhecido ) amigo Maurício Lisboa. Encontrei o Maurício acessando seu site http://www.rotadosandes.com/  quando fazia pesquisas sobre a viagem. Enviei-lhe inúmeras perguntas e dúvidas e ele respondeu prontamente à todas. Aliás, ele foi super atencioso não só por emails, mas também quando nos encontramos pessoalmente. Ele nos cedeu um nobre espaço no Hotel para que pudéssemos estacionar o Cruzador, nos cedeu luz e ainda serviu de cicerone para conhecermos Rio Branco. Não temos palavras para agradecer a este novo ( com cara de velho ) amigo. Quanto ao Hotel Imperador Galvez, é um lugar lindo e que em seu rol de clientes, estão governadores, presidentes, senadores, artistas nacionais e internacionais. E um atendimento perfeito sem ser esnobe.
     À noite jantamos em companhia do Maurício, um saboroso peixe.




                                        




Sem comentários sobre essas duas fotos!




Na divisa de Rondônia com o Acre                             




É verdade, ainda existe isso!!!                                      



Chegada em Rio Branco, na Avenida Chico Mendes. A cidade é linda e tem uma atenção especial com a cultura. A biblioteca é um lugar indescritível!



Estacionamento do Hotel Imperador Galvez             



Nosso querido amigo Maurício Lisboa nos dando valiosas dicas sobre a América do Sul                          

Porto Velho - RO e Rio Branco - AC

                                            Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009


Ontem fizemos uma boa faxina na casa, quer dizer, todos os dias fazemos isso, mas aqui a terra vermelha entra até em nossos pensamentos, daí a "boa faxina". Lavamos roupa na nossa linda maquininha que lava e ( abençoada ) seca! E claro, demos de beber ao Cruzador. Ele merece, pensamos, nos trouxe tão direitinho até aqui......
      Hoje, acordamos às 06:00 e  fizemos caminhada pelas redondezas do posto. Depois fomos a uma grande loja de pneus ( a Fox ) para fazer alinhamento. Ali mesmo fizemos nosso café da manhã e zarpamos.
      Saimos de Porto Velho às 09:50, com 19905 km e destinho de Rio Branco - AC
      Pois é, lembram que falei ali atrás que  " ele merecia", Então, não se pode elogiar ! Tivemos a 1ª pane, se é que se pode chamar de pane, quebrou a mangueira do rodoar dianteiro esquerdo. O Jeronymo consertou. Tudo bem. Belas paisagens, ainda em Rondônia, belíssimas fazendas de gado, menos de 50 km depois e...um barulhinho de vento soprando e.....a 2ª pane: quebrou a mangueira do rodoar dianteiro, agora lado direito. Bem, o Jeronymo consertou! Dessa vez, com já era 12:40  aqui, paramos para fazer o nosso almoço, e que almoço! Ter trazido várias comidinhas congeladas de casa, foi uma idéia acertada.  E o lugar, vocês verão! Um lindo cenário, sombreado, tranquilo, com pássaros cantando, enfim, um belo galpão de parada de ônibus, abandonado! E que nos serviu tão bem!
      Seguimos para Abunã, ali próximo, e para surpresa, atravessamos de balsa o Rio Madeira, famoso por fazer parte do nascimento do Acre e de várias situações históricas do Brasil. Assim como o Velho Chico ( Rio São Francisco ) e muitos outros que cortam nosso país. Esperamos pela travessia durante 1 hora. São 2 balsas no vai-vem, 24 horas, e quando tem veículos com carga inflamável, a travessia é feita somente com eles, mesmo que tenha apenas 1 veículo. Segurança! Aproveitamos esse tempo para fazer amizades. Conversamos com nativos, ouvimos um CD gravado por um seguidor de Amado batista, que insistiu para que comprássemos um ( não deu! ), conversamos com caminhoneiros que fazem essa rota há décadas ( isso também é engrandecedor ) e com mulheres do Sul do Brasil, que vieram para cá também há décadas, deixando para trás suas famílias e aqui formaram as suas próprias.
      Quando iniciamos a travessia já eram quase 17:00, então decidimos que dormiríamos ali perto.
      Ah, detalhe, durante a travessia observamos do nosso lado esquerdo que uma enorme bandeira sinaliza a divisa Brasil/Bolívia. Eles estão ali, nossos "hermanos".
      Paramos em Extrema, a última cidade de Rondônia na beira da estrada. Encontramos ali um posto de combustível BR, Posto 322, de Lázaro e seu filhote Gabriel, um lugar super seguro e agradável, e a recepção calorosa , ( aliás, só temos tido recepções calorosas ao longo da viagem ). O "Guia 2 Cruzadores" esteve aqui e recomenda". Nosso jantar foi à base de camarão na manteiga, embaixo do lindo toldo do Cruzador, nos sentimos uns verdadeiros campistas.




                                        Parada para reparos




                                          Aí está a prova!




                                  Recomendamos este "galpão" para almoço, tranquili e sombreado!




                                        Nossa suculenta refeição.




                                         Travessia do Rio Madeira - GO




                                        Bandeira da Bolívia à nossa direita da travessia




Trem que servia a Ferrovia Madeira/ Mamoré




Posto 322 em Extrema - RO






Cruzador tomando seu 1º banho na viagem




                                           Posto 322


     Uma das cenas mais lindas desse dia, foi ver 3 casais de Araras vermelha passeando sobre o posto . Lindas e livres. Maravilhoso!!!