Tivemos a pior noite de nossas vida. Eu e Jeronymo passamos a madrugada toda com dor de cabeça e um frio indescritível. No meio do nada! A temperatura baixou para 3 graus !!! Às 05:30 já não aguentávamos mais e então levantamos para ir embora dali o quanto antes.
O Cruzador não ligou! O motor praticamente CONGELOU!
Tentamos de tudo! Tinner, spray com fogo, nosso oxigênio, e nada. Depois de 2 horas começamos a jogar água quente no motor, o Jeronymo com a mangueira engatada na torneira da pia que tem água quente e eu fervendo água em várias panelas no fogo. Mais meia hora e pimba, ligou!!! Que sufoco! E para ajudar, era feriado neste dia - não sabíamos - e a lanchonete não ia abrir. Mas conseguimos e deu tudo certo!
Às 9:50, depois de um café da manhã bem reconfortante, conseguimos sair.
Esta Cordilheira Vilcanota, onde está o monte nevado Ausangatec, é a mais representativa para os peruanos e a mais alta do país., com 6372 msnm.
Saindo em direção a Cusco, subimos até 4201 msnm em 5 km e depois voltamos a descer durante 25 km, até chegar a 3140msnm, em Urcos, uma cidade próxima à Cusco. Uma região linda, verde, fértil.
Paramos em Saylla, já bem pertinho de Cusco, para comer um Chicharon, um prato feito com carne de porco, batatas fritas, torresmo e uma especie de milho - grande - que tem aqui.
Enfim Cusco! A 3306 msnm.
Chegamos às 13:00, com 21538 km e depois de algumas horas procurando um lugar para consertar o rodoar. Encontramos um lugar super legal. Resolvido!
Cusco foi uma agradável surpresa. Pensávamos que íamos encontrar um lugar, como comentavam algumas pessoas na internet, pequeninho, sujo, sem progresso algum. Mas não! É uma cidade de meio milhão de habitantes, enorme, bem desenvolvida. Conta com um bom centro comercial .
Nos hospedamos na garagem privada do Club Hotel, próxino ao Centro de Convenções, no bairro Wanchaq, indicado pelo Maurício de Rio branco. Um achado. Aqui sim é o paraíso. Fomos recebidos com educação, gentileza e muita presteza, que aliás, são algumas das qualidades dos peruanos. Instalamos aqui o nosso Cruzador e tiramos a tarde para descansar, lavar roupa, limpar a casa e dormir muito, pois ainda sentimos muito os sintomas da altitude: enjôo, dor de cabeça e muito cansaço.
Detalhe:
- O peruano adora uma buzina. Ele buzina pra tudo e a todo momento. O trânsito aqui é um pouco melhor que o da Índia, muito maluco, muito carro e ruas que se cruzam o tempo todo.
- O caminho que fizemos do mirador até Urcos, só tem 25 km e é fantástico. Lindo.
Dispensam comentários...
Urcos vista de cima

Já pertinho de Cusco

Vimos esta placa pelo menos a cada 3 km até agora!

Isto é um torresmo delicioso
Este é o Chicharron
Distrito San Jeronimo, em homenagem ao meu marido
Entrada de Cusco, é um Condor
Uma parte do jardim do hotel em Cusco onde nos hospedamos...na garagem!













